POLÍCIA – PC finalizou investigação sobre o homicídio ocorrido na Cohab de Lavras e dois menores foram apreendidos

No final de junho, dia 29, Jefferson Rezende, que morava na Cohab, em Lavras, saiu de casa durante a madrugada e não mais voltou para sua residência, a última notícia que seus familiares tiveram era de que ele e um menor foram vistos entrando em um matagal. Diante disso, os familiares do rapaz acionaram a Polícia Militar, pois encontraram no matagal uma poça de sangue, uma garrafa de cachaça, um par de chinelos e um isqueiro, além de duas pedras sujas com sangue.

Os militares foram até o local, constataram o que a família havia narrado e registraram a ocorrência. Devido ao adiantado da hora, já era noite e por falta de iluminação, as buscas daquele dia pelo rapaz foram encerradas.  Os familiares de Jefferson reconheceram os objetos encontrados com sendo dele.

Os militares consultaram o sistema informatizado da PM e constataram que o menor que havia sido visto com Jefferson tinha várias passagens pela polícia, uma delas era de ameaça à vítima, isso colocou o menor como principal suspeito. 

No dia seguinte, dia 30, a Polícia Militar foi informada através de uma ligação telefônica que uma faca suja de sangue havia sido encontrada nas proximidades de onde havia sido localizados os objetos na noite anterior. Uma equipe de policiais foi até o local, algum tempo depois, os militares foram informados que o corpo de Jefferson havia sido encontrado escondido na mata.

A Polícia Civil foi acionada e deslocou para o local a Perícia Técnica e a equipe de Investigadores Especializada em repressão aos crimes de Tráfico de Entorpecentes e Homicídios, sob o comando do delegado Isaías Confort de Oliveira Costa. De posse das informações necessárias, a equipe foi a campo para investigar o crime, que impressionou até os experientes policiais, tamanha agressividade, pois o corpo havia recebido mais de duzentos golpes de faca e teve partes mutiladas.  

Um vídeo postado nas redes sociais mostrava a vítima sendo agredida pela pessoa que filmava, a vítima estava deitada no chão, apresentando ferimentos diversos e recebendo chutes no rosto, o agressor falava frases como “roubar trabalhador” e outras palavras, o que possibilitou a Polícia Civil a identificar o agressor. 

Os investigadores descobriram que a agressão havia ocorrido na sexta-feira, dia 26, portanto, três dias antes do desaparecimento, o local das agressões foi nas proximidades da Fadminas, na avenida Álvaro Augusto Leite. Na ocasião, a vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros. A polícia constatou que quem havia agredido Jefferson, não participou do homicídio, isso porque o agressor havia sido preso no dia 28, pela prática de crime previsto na lei Maria da Penha e o homicídio foi cometido dia 29. Diante disso, a Polícia Civil concluiu que o vídeo não tinha ligações com o crime.

Os investigadores apuraram também que em decorrência da agressão sofrida na sexta-feira, dia 26, Jefferson lesionou o pé e que no domingo, dia 28, ele procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para trocar o curativo e em seguida, voltou para casa, porém, às 4 horas da madrugada, segundo relato dos familiares, ele saiu de casa e não mais voltou.

O menor que foi visto com Jefferson foi encontrado e detido. Inicialmente ele negou para os investigadores a participação no crime, mas sendo confrontado pelas provas, ele confessou e apontou também a participação de outro menor.

Ontem, segunda-feira, dia 6, a equipe de investigadores efetuou a apreensão do outro menor e, através do interrogatório, ficou esclarecida também a participação dele no crime. 

Os dois menores foram detidos e conduzidos até o presídio de Lavras, onde ficaram até serem transferidos para instituição própria para internação de menores infratores.Durante a investigação, foi apurado que partes do corpo de Jefferson, que foram arrancadas, como o olho, por exemplo, estava sendo exibida por um dos menores às pessoas de seu convívio. A polícia revelou que ainda não é possível afirmar se houve tortura ou se o corpo foi mutilado após a morte.

fonte: jornal de lavras

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