DENGUE LAVRAS – Dengue hemorrágica pode ter feito sua primeira vítima em Lavras

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiga a morte de uma idosa de 86 anos, que estava internada no Hospital Vaz Monteiro (HVM), a suspeita é que ela tenha sido vítima da dengue hemorrágica. A idosa faleceu no dia 11, sábado.

A dengue em Lavras avança e, em apenas três dias, o número de casos confirmados subiu de 769 para 857, um aumento de 88 novos casos, o que corresponde a quase 30 novos casos por dia. O número de notificações também cresceu, em três dias pulou de 2.569 para 3.140, foram 190 novas notificações por dia.

Apesar do crescimento da dengue em Lavras, as autoridades insistem em afirmar que não estamos tendo uma epidemia, a secretária interina de Saúde, Ana Márcia Oliveira disse, em entrevista a TV Universitária que “Lavras vive hoje um estado de alerta”.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), acima de 300 casos confirmados para cada grupo de 100 mil pessoas já é uma epidemia. A tentativa de minimizar o problema faz com que a situação se agrave cada vez mais, isso porque a população desconhece a realidade e não se empenha no combate aos focos do mosquito.

O poder público deve, além de desenvolver as ações de combate aos focos da dengue, esclarecer a população com responsabilidade, não tentar minimizar o problema, mas expor a realidade. Os números oficiais da dengue em Lavras não representam a realidade, é sabido que muitos não buscam tratamento médico e nem notifica a doença, isso é fato e deve ser considerado.

A dengue em Lavras está afetando até mesmo a segurança pública: dezenas de policiais militares estão afastados do serviço para tratamento médico, eles também são vítimas da epidemia. Isso está obrigando o comando a remanejar o pessoal do quadro burocrático, para o policiamento ostensivo.

Apenas para registro, a maior epidemia que se abateu sobre Lavras foi em 1918, foi a Gripe Espanhola, que no Brasil matou o presidente Rodrigues Alves. Em Lavras a Gripe Espanhola fez 1.026 vítimas e provocou a morte de 30 pessoas, entre elas o juiz municipal Augusto Torquato de Andrade Botelho, José Salles Botelho e sua esposa Mariana Veiga Salles. O casal deixou quatro filhos: Elvira, a mais velha, com 10 anos; Maria Antonieta, João e Paulo. José de Salles Botelho, que era sobrinho do Dr. Augusto Torquato de Andrade Botelho, morreu no dia 29 de novembro, com 34 anos e sua esposa, Mariana Veiga Salles, morreu dois dias depois, em 1 de dezembro, com 28 anos. Uma das filhas do casal, Maria Antonieta é mãe da conhecida deputada federal Maria Elvira.

jornaldelavras.

 

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